O início de 2026 confirma o que muitos operadores de e-commerce já sentem no dia a dia: o comércio eletrónico continua a crescer em Portugal, mas encontra-se agora numa fase de maior maturidade, em que a eficiência operacional, a experiência de entrega e decisões baseadas em dados ganham ainda mais importância.
A 1ª vaga do Barómetro CTT e-Commerce 2026, que recolheu a visão de cerca de 50 especialistas e decisores do setor, traça um retrato claro do atual momento do e-commerce nacional e antecipa alguns dos temas que vão marcar os próximos meses.
Neste artigo partilhamos algumas das principais conclusões.
O e-commerce continua a crescer, mas a um ritmo mais consciente
Depois do ano de 2025, marcado por resultados positivos nas vendas online, a maioria dos especialistas prevê que o crescimento continuará no primeiro semestre de 2026, embora com expetativas mais moderadas.
O sentimento predominante é de continuidade, em vez de expansão acelerada: o e-commerce consolida-se como um canal essencial no retalho, mas com maior atenção à rentabilidade e à sustentabilidade do negócio. A lógica de "crescer a qualquer custo" perde espaço para uma abordagem mais estratégica e equilibrada.
O peso do online no retalho estabiliza e já não é residual
Para muitas empresas, o online representa atualmente uma parcela significativa das vendas totais, deixando de ser apenas um canal complementar. Em vários setores, esse peso estabiliza em níveis relevantes, reforçando a necessidade de processos logísticos robustos e escaláveis.
Este cenário também contribui para explicar porque opções como entregas mais rápidas ou soluções alternativas ao domicílio continuam a ganhar importância na estratégia das marcas.
Entregas: conveniência, previsibilidade e custo contam mais do que nunca
No campo da distribuição, as prioridades estão bem definidas:
- As opções de entrega fora de casa (como cacifos, pontos de conveniência ou click & collect) são apontadas como as que têm maior potencial de crescimento futuro.
- Em paralelo, os decisores reforçam que, para os consumidores, entregas gratuitas, rápidas e previsíveis são hoje os atributos mais valorizados na experiência de compra online.
Curiosamente, nem todas as opções de entrega evoluem da mesma forma — alguns modelos parecem perder atratividade, enquanto outros se afirmam como parte central da estratégia omnicanal.
Devoluções: mais flexibilidade, menos papel
Outro tema que ganha destaque no barómetro é o das devoluções.
Os especialistas antecipam um aumento das devoluções sem etiqueta ("labeless"), refletindo uma preocupação crescente com a experiência do cliente e com a simplificação dos processos. Ao mesmo tempo, cresce o debate em torno do custo das devoluções e da forma como este deve ser repartido.
Este equilíbrio entre conveniência e controlo de custos será um dos grandes desafios do e-commerce ao longo de 2026.
Inteligência artificial e análise de dados: do discurso à prioridade
Se existe uma área onde há consenso, é na tecnologia. A Inteligência Artificial e o Data Analytics surgem claramente como prioridades de investimento para o curto e médio prazo.
Mais do que conceitos abstratos, estas tecnologias estão a ser aplicadas ou planeadas em domínios muito concretos, como:
- Atendimento ao cliente
- Recomendações personalizadas
- Segmentação de clientes
Outras tendências tecnológicas continuam no radar, mas com menor urgência, sinal de que o setor está cada vez mais pragmático nas suas apostas.
Sustentabilidade: assume um papel cada vez mais operacional
A sustentabilidade deixa de ser apenas um posicionamento de marca e começa a traduzir-se em decisões práticas.
Entre as iniciativas mais referidas estão:
- Utilização de embalagens recicláveis
- Adaptação da oferta de produtos sustentáveis
- Preocupação com o impacto ambiental das operações logísticas
Nem todas as iniciativas evoluem ao mesmo ritmo, mas o tema consolida-se como parte integrante da estratégia de e-commerce.
Quer conhecer todos os dados e tendências?
Estas são apenas algumas das conclusões da 1ª vaga do Barómetro CTT e-Commerce 2026.
O estudo completo inclui:
- Todos os indicadores detalhados
- Comparações com vagas anteriores
- Leitura aprofundada das tendências que vão marcar o e-commerce nos próximos meses
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