A importância dos bosques

As florestas têm um papel fundamental na conservação do solo e na regulação do clima e do ciclo hidrológico. São um suporte essencial de biodiversidade, sumidouro de CO2 e estão na origem de matérias-primas fundamentais à nossa vida quotidiana.

Em Portugal, grande parte da floresta natural desapareceu ou está muito alterada. Já são raras algumas das nossas árvores autóctones. Para tal, têm contribuído os incêndios, os efeitos das alterações climáticas e a adoção de modelos silvícolas baseados na simplificação dos ecossistemas florestais, reduzindo-os a conjuntos de árvores da mesma espécie, todas alinhadas, muitas delas de espécies exóticas de rápido crescimento.

A nossa abordagem

Os CTT e a Quercus procuram ter o maior impacto possível com esta iniciativa. Para isso, escolhemos criar e cuidar de bosques de espécies autóctones, árvores e arbustos originais da flora portuguesa, maioritariamente em zonas protegidas ou em áreas recentemente atingidas por incêndios. Tendo em conta as características destas áreas, selecionámos cerca de trinta espécies, que poderão ser utilizadas na criação dos bosques autóctones.

Conheça, abaixo, as espécies que plantamos nas nossas ações de reflorestação e a forma como essas árvores são criadas.

Bosques autóctones (Espécies Plantadas)
  • Acer pseudoplatanus (Plátano-bastardo)
  • Alnus glutinosa (Amieiro)
  • Arbutus unedo (Medronheiro)
  • Betula celtiberica (Bidoeiro)
  • Castanea sativa (Castanheiro)
  • Crataegus monogyna (Pilriteiro)
  • Frangula alnus (Sanguinho-de-água)
  • Fraxinus angustifolia (Freixo)
  • Ilex aquifolium (Azevinho)
  • Laurus nobilis (Loureiro)
  • Myrtus communis (Murta)
  • Phillyrea angustifolia (Lentisco)
  • Phillyrea latifolia (Aderno)
  • Prunus avium (Cerejeira-brava)
  • Prunus lusitanica ssp. lusitanica (Azereiro)
  • Prunus spinosa (Abrunheiro-bravo)
  • Quercus pyrenaica (Carvalho-negral)
  • Quercus robur (Carvalho-alvarinho)
  • Quercus rotundifolia (Azinheira)
  • Quercus suber (Sobreiro)
  • Rhamnus alaternus (Aderno-bastardo)
  • Salix atrocinerea (Borrazeira-preta)
  • Salix salviifolia (Borrazeira-branca)
  • Sambucus nigra (Sabugueiro)
  • Sorbus aucuparia (Tramazeira)
  • Sorbus latifolia (Mostajeiro)
  • Taxus baccata (Teixo)
  • Viburnum tinus (Folhado)
  • Pinus pinaster (Pinheiro-bravo)
  • Pinus pinea (Pinheiro-manso)
Viveiros

Vamos utilizar preferencialmente os viveiros florestais geridos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF).

De acordo com a legislação em vigor (Decreto-Lei nº 205/2003, de 12 de setembro), as plantas de determinadas espécies (por exemplo, azinheira, sobreiro, carvalho-alvarinho, plátano-bastardo, amieiro, bidoeiro, castanheiro, freixo, cerejeira, pinheiro-manso e pinheiro-silvestre) são reproduzidas através da germinação de sementes certificadas pelo ICNF e recolhidas no âmbito do projeto “Criar Bosques”.