CTT financiam projetos ambientais escolhidos pelos portugueses

10 de abril, 2017

Os portugueses já escolheram os dois projetos ambientais que os CTT vão financiar no âmbito da sua política de compensação carbónica. Com este financiamento, todo o portefólio de produtos CTT Expresso passa a ter um impacte zero na emissão de gases com efeito de estufa, um posicionamento pioneiro entre as empresas nacionais do seu setor. Portugal passa a integrar, também, o reduzido grupo dos países que dispõem de ofertas deste tipo.

Foram eleitos o projeto português “Conservação de Organismos Fluviais” e o projeto brasileiro “Utilização de Biomassa Renovável”, no âmbito de uma votação aberta a todos os cidadãos (um modelo de escolha participativa, também uma inovação a nível nacional), que decorreu durante o mês de março no Facebook Esfera CTT e que alcançou 550 mil pessoas.

O projeto nacional, “Conservação de Organismos Fluviais”, tem por objetivo preservar algumas das espécies de peixes de água doce mais ameaçadas no nosso país, nomeadamente o ruivaco-do-Oeste, a boga-portuguesa, escalo do Arade, escalo do Mira e boga-do-Sudoeste. Este projeto leva a cabo ações de reprodução destas espécies, bem como medidas de conservação do seu habitat. Até abril de 2016, o projeto procedeu à libertação no meio natural (Torres Vedras, Odemira e Silves) de milhares de peixes reproduzidos.

A nível internacional venceu o projeto de “Utilização de Biomassa Renovável”, um projeto que se desenvolve na fábrica de cerâmica Velotex, situada em no Município de Itabaiana, no Estado do Sergipe, no Brasil, onde são fabricados produtos estruturais cerâmicos, como tijolos, para serem comercializados nos mercados locais. Estes produtos são produzidos com biomassa renovável ao invés de óleos pesados, muito mais prejudiciais para os ecossistemas da região.

O projeto de compensação carbónica CTT Expresso é uma das componentes da política de sustentabilidade associada aos produtos desta linha de negócio dos CTT, que incluem também a adoção das melhores práticas no que respeita à eficiência na prestação do serviço. Nesse sentido, a CTT Expresso reduziu, em 2016, os seus consumos energéticos em 12% e a sua pegada carbónica e hídrica em 34% e 7%, respetivamente, face à média do último triénio. As emissões de CO2 diretas e indiretas (scopes 1 e 2) da empresa são neutralizadas no âmbito destes projetos de compensação carbónica, (é o caso dos projetos agora a votação) que apresentem benefícios ambientais, nomeadamente no combate às alterações climáticas e promoção da biodiversidade, e também sociais, como a geração de emprego e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais.

O montante envolvido neste apoio ascende a 17 mil euros e será atribuído aos dois projetos. Deste modo, os CTT devolvem à comunidade uma parte da confiança que lhes foi depositada, alargando o âmbito da sua política ambiental, que apoia já vários projetos de entidades públicas e organizações.

Para Miguel Salema Garção, Diretor de Marca e Comunicação, “os CTT são uma empresa próxima e com fortes ligações à comunidade. É do interesse de todos – e nosso, enquanto empresa – contribuir para que o legado ambiental que deixamos às gerações futuras seja sustentável. É crítico para o negócio e é crítico para todos nós, enquanto portugueses. Isso mesmo é comprovado pela importância crescente que os clientes dão às políticas de sustentabilidade ambiental como fator de decisão de compra. Por isso, os CTT têm vindo, de forma inovadora, a ampliar a sua oferta sem impacto ambiental, a reduzir drasticamente as suas emissões de CO2 e a optar pela aquisição de veículos elétricos”.

Segundo João Branco, Presidente da Quercus, “A Quercus e os CTT têm vindo, ao longo dos últimos anos, a apoiar a adoção de atitudes e comportamentos ambientalmente adequados, tendo em vista a preservação e valorização do Planeta. Esta iniciativa é um projeto exemplar de responsabilidade empresarial, reconhecido como tal pela sociedade no conjunto de iniciativas promovidas pelos CTT, e constitui um importante contributo para a conservação de algumas das espécies de organismos de água doce mais ameaçadas no nosso país.”