CTT celebram Casas do Mediterrâneo em Emissão Filatélica

10 de julho, 2018

Os CTT lançam hoje, 09 de julho de 2018, uma emissão filatélica que pretende celebrar as casas tradicionais do Mediterrâneo, nomeadamente as existentes na região Sul de Portugal – Alentejo e Algarve.

Na planície alentejana, os recursos naturais são abundantes e permitiram, ao longo dos séculos, que os povos que aí viviam fossem construindo as suas casas com as matérias primas que tinham à disposição. Na zona de Évora o granito, em Portalegre, Elvas, Arronches e Assumar o xisto, em Beja o barro, em Estremoz, Borba e Vila Viçosa o calcário e mármore. As construções sempre se integraram na paisagem de forma natural, tendo soluções adaptadas ao clima.

Podem ser identificados dois tipos de arquitetura: a erudita, patente nos solares das grandes herdades, e a popular, que é considerada a mais típica e mais conhecida. Tratam-se normalmente de construções de apenas um piso, de planta simples e retangular, de paredes maciças pintadas de cal branca e rodapés coloridos, normalmente de ocre ou de azul. Tradicionalmente construídas em taipa, solução ideal para conservar o calor no inverno e a frescura no verão, têm normalmente uma enorme chaminé de influência árabe.

Já no Algarve, extremo sudoeste europeu, com clima temperado, podem-se distinguir três zonas geográfica distintas: Litoral, Barrocal e Serra. Uma diversidade que se reflete na arquitetura, não só nos materiais e técnicas, mas também na sua forma, que incorporou, ao longo dos séculos, as influências dos moradores e visitantes da região.

As casas algarvias, que podem ser de cobertura mista com telhado de uma ou duas águas e açoteia (como é frequente no Barrocal), só de açoteia (Olhão) ou com telhados de quatro águas (Tavira), destacam-se pelos detalhes decorativos. As chaminés rendilhadas, as platibandas com desenhos geométricos, as cores fortes a emoldurar portas e janelas e os mirantes são algumas das marcas que definem a arquitetura algarvia.

Esta emissão filatélica é composta por dois selos, um para cada região, com uma tiragem de 125 mil exemplares cada. O selo da casa típica do Alentejo apresenta um valor facial de 0,53€, enquanto o do casa típica algarvia tem um valor facial de 0,86€. O design ficou a cargo de Luís Taklim / Anyforms Design.

As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas Restauradores em Lisboa, Munícipio no Porto, Zarco  no Funchal, Antero de Quental  em Ponta Delgada, CTT em Beja e CTT em Faro.