Mobilidade Sustentável

A «consciência ecológica» tornou-se um conceito transversal aos diversos setores da sociedade, catalisador de uma nova ética que responsabiliza cada indivíduo pela construção de um mundo melhor. Num claro sinal dos tempos, é neste cenário que se evidencia a questão da mobilidade sustentável.

O desenvolvimento socioeconómico gerou novas e mais frequentes necessidades de deslocação. Nas cidades, grandes massas humanas, tendencialmente concentradas em picos horários, percorrem os mesmos trajetos dia após dia.

A dispersão residencial em torno dos centros urbanos, onde se concentram as atividades e os serviços, é uma marca da vida moderna. Este fenómeno, acentuado nas últimas décadas, provocou o recurso crescente ao transporte individual, com consequências nefastas, a prazo, para a preservação ambiental.

Estes imperativos de mobilidade conduziram, por sua vez, a um desenvolvimento exponencial da rede de transportes, que, numa complexa arquitetura de horários e de circuitos, assegura um conjunto de ligações essenciais ao cumprimento das mais diversas rotinas, associadas à família, ao trabalho, à escola e ao lazer.

Na definição da World Business Council for Sustainable Development, «mobilidade sustentável é a capacidade de dar resposta às necessidades da sociedade em deslocar-se livremente, aceder, comunicar, negociar e estabelecer relações, sem sacrificar outros valores humanos e ecológicos, hoje ou no futuro».

A promoção de uma mobilidade sustentável é considerada um passo fulcral para diminuir a emissão de gases com efeito de estufa e reduzir o peso do consumo de energia no setor dos transportes, que em termos globais representa uma fatia muito significativa desse dispêndio. Entre as estratégias internacionalmente defendidas destaca-se a opção por biocombustíveis, em alternativa aos combustíveis fósseis, que ainda predominam.

Outro caminho passa pela introdução no mercado dos veículos da «próxima geração», dotados de inteligência para reduzir gastos energéticos.

Uma terceira medida, testada com sucesso em algumas cidades do mundo, diz respeito à integração entre os diferentes modos de transporte, de modo a diminuir congestionamentos. A experiência evidencia que o acesso a transportes público s rápidos e acessíveis contraria a tendência para uso do automóvel nos percursos diários.

De bicicleta ou a pé, também se ganha caminho. Ambas as opções, amigas do ambiente e com reconhecido impacto em termos da saúde pública, têm vindo a conquistar adeptos.

Correspondendo a essa tendência, são cada vez mais as estratégias de gestão urbanística que privilegiam a criação de ciclovias e de percursos pedonais.

Assumir a salvaguarda das reservas energéticas como um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta neste início de século pressupõe um compromisso ético com as futuras gerações e uma responsabilização necessariamente individual, expressa em estilos de vida mais saudáveis, compatíveis com os mais elevados valores humanos e ecológicos.

Maria do Céu Novais

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