Notícias e Imprensa

Frutos tropicais da Madeira


2009-04-27
Nova coleção filatélica dos CTT.
Banana, maracujá, abacate, anona, goiaba e pitanga dão cor aos novos selos

Os frutos tropicais e subtropicais da Madeira servem de inspiração para uma nova emissão dos CTT, lançada esta segunda-feira, 27 de abril, em todo o País. Quatro selos e dois blocos filatélicos recordam a abundância da produção frutícola proporcionada pela diversidade climatérica característica do território madeirense.
 
Banana, maracujá, abacate, anona, goiaba e pitanga são os frutos que ilustram esta nova coleção desenhada por Hélder Soares, do Atelier Acácio Santos, com emissão marcada para 27 de abril.
Os selos têm valores de 32 cêntimos (330 mil exemplares), 68 cêntimos (230 mil exemplares), 80 cêntimos (200 mil exemplares) e 2 euros (265 mil exemplares). Os blocos valem 2,50 e terão tiragens de 60 mil exemplares cada um.
 
  blocoBanana
 
A Ilha da Madeira, situada à latitude aproximada de 33°N, em pleno Oceano Atlântico nordeste, possui um clima de tipo subtropical, caracterizado por taxas de humidade elevadas e temperaturas que nunca são nem muito baixas, nem muito elevadas. Devido à sua orografia, com um maciço montanhoso central que atinge os 1852 m de altitude, a Ilha da Madeira possui vários microclimas, com marcadas diferenças entre as vertentes abrigadas a Sul e as alcantiladas da costa Norte, expostas aos ventos alísios. Esta diversidade climática, associada à presença humana ao longo de quase 600 anos, proporcionou o aparecimento de uma flora exótica oriunda das mais variadas partes do mundo, que, juntamente com a exuberante e riquíssima flora endémica e indígena, fazem da Madeira um lugar especial no mapa botânico Europeu.
Para além das plantas de natureza puramente ornamental que conferem aos jardins madeirenses uma particular beleza, várias espécies de frutos tropicais e subtropicais foram também introduzidas, algumas delas com apreciável êxito, nomeadamente na culinária e doçaria regionais e constituindo hoje importantes fontes de receita agrícola.
Embora a cultura da bananeira já tivesse sido referenciada na Madeira no ano de 1552, é com a introdução da variedade Grande Anã, em 1842-3, que se dá início à produção em larga escala deste fruto, que aparece reproduzido num dos blocos filatélicos desta nova emissão. Planta da família Musaceae, é oriunda do Vietname e China e foi introduzida na Madeira a partir de Demerara e cultivada um pouco por toda a ilha, desde o nível do mar até aos 300 m de altitude. A costa sudoeste da Madeira, pelo seu clima ameno, é a principal região produtora, durante todo o ano.
O outro bloco é ilustrado com uma imagem do Maracujazeiro, uma planta trepadeira da família Passifloraceae oriunda da América do Sul (Brasil, Paraguai e norte da Argentina). Foi introduzida na Madeira entre 1828 e 1830 a partir da Europa. A beleza das suas flores e folhagem e os frutos muito apreciados, em particular a variedade designada por Maracujá Roxo, tornaram esta planta muito popular nos jardins, com a dupla função de produzir sombra e frutos, para consumo fresco ou para sumo. Os maracujás estão maduros entre abril e setembro.
 
A Pitangueira, cujo fruto é o motivo do selo de 32 cêntimos, é uma pequena árvore da família Myrtaceae, oriunda da América tropical, muito abundante nos jardins do Funchal e ao longo da costa Sul da Madeira, até aos 400 m de altitude. Para além do seu interesse ornamental, os frutos acídulos são muito apreciados frescos ou em compotas. Possui também algum interesse na medicina popular pelas suas alegadas propriedades antitússicas.
 
O selo de 68 cêntimos mostra a anona, fruto produzido pela anoneira, árvore da família Annonaceae oriunda da Cordilheira dos Andes (Equador, Peru e Chile). Foi introduzida na Madeira provavelmente a partir das Caraíbas e está hoje muito difundida ao longo do litoral, até aos 300 m de altitude. São atualmente cultivadas várias variedades e os seus frutos podem ser apreciados entre novembro e fevereiro.
 
O abacateiro é uma árvore da família Lauraceae, oriunda da América tropical, que pode atingir até 15 metros de altura e produz frutos densos e com um grande caroço designados por peras abacates. São estes os frutos que ilustram os selos de 80 cêntimos. Diferentes variedades são cultivadas na Madeira, desde o nível do mar até aos 350 m de altitude. Os frutos ficam maduros entre outubro e janeiro.
 
O selo de 2 euros mostra-nos a goiaba, produzido pela goiabeira, uma pequena árvore da família Myrtaceae, oriunda do Brasil e que é cultivada na Madeira, até aos 300 m de altitude, desde o século XVIII. Os seus frutos estão maduros entre novembro e março e são consumidos frescos ou em compota.
 
Sobrescritos de primeiro dia a 55 e 74 cêntimos e uma pagela a 69 cêntimos fazem também parte da emissão.
 

 

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