Faróis de Portugal como tema para livro e emissão filatélica dos CTT
2008-06-16
Faróis de Montedor, Esposende, Santa Marta, Cabo Espichel... homenageados pelos Correios
Faróis de Montedor, Esposende, Santa Marta, Cabo Espichel, Cabo Sardão, Cabo da Roca, Bugio, Penedo Saudade, Leça, Cabo de São Vicente, Ponta do Pargo e Arnel homenageados pelos Correios
Os CTT vão dedicar a sua próxima emissão filatélica aos Faróis de Portugal. Simultaneamente será lançado um livro dedicado ao mesmo tema, sob o título “Faróis – a terra ao mar se anuncia”, escrito por J. Teixeira de Aguilar, e profusamente ilustrado com fotos de Filipe Jorge. Com este livro, os CTT celebram 25 anos de edição e lançam o seu centésimo livro.
A emissão filatélica é lançada em todo o País a 19 de junho próximo e é composta por 12 selos que retratam alguns dos mais emblemáticos entre os cerca de 50 faróis da costa portuguesa. Os Faróis das regiões Autónomas dos Açores e das Madeira (Arnel e Ponta do Pargo, respetivamente) têm um valor facial de 61 cêntimos e conhecerão tiragens de 250 mil exemplares. Todos os restantes têm valor de 30 cêntimos e tiragens de 300 mil estampilhas cada um. A coleção tem desenho gráfico de Hélder Soares, do Atelier Acácio Santos.
A mais antiga referência histórica a faróis portugueses data de cerca de 1515 e fala de um farol instalado no convento do Cabo de São Vicente, antecessor daquele hoje por lá encontramos e que aparece num dos selos desta coleção. Este farol tem a maior ótica jamais usada entre nós.
Só na segunda metade do século XVIII, mais concretamente em 1758, em plena era pombalina, se traçou um plano para a criação de seis faróis de funcionamento permanente. Desse projeto nasceram os faróis do Cabo Carvoeiro, do Cabo da Roca, de São Julião, do Bugio e do Cabo Espichel.
A Madeira e os Açores só tiveram os seus primeiros faróis construídos segundo as modernas exigências já perto do fim do século XIX. O da Ponta de São Lourenço, na Madeira, foi construído em 1870, e o da Ponta do Arnel, nos Açores, em 1876.
O mais recente farol português está também nos Açores, na Ponta dos Rosais, ilha de São Jorge, e foi inaugurado em 1954.
É à Marinha que, desde 1892, compete a gestão e organização dos faróis da nossa costa. Mas até então, durante um breve período entre 1880 e 1892, a gestão dos faróis foi assegurada pelos Correios de Portugal. Se mais motivos de interesse não houvesse, este serviria como pretexto para o lançamento desta emissão filatélica e do livro que a acompanha. Mas, como se poderá ler no livro de Teixeira de Aguilar e Filipe Jorge, “Faróis – a terra ao mar se anuncia”, a história da sinalização marítima em Portugal é uma leitura viva e interessante.
Com a emissão deste volume, a atividade editorial dos CTT atinge os 100 volumes, publicados ao longo de 25 anos. É uma bibliografia já respeitável, através da qual os Correios de Portugal têm feito reviver muito do património cultural, arquitetónico, artístico e tradicional português pela mão dos autores mais conceituados nas respetivas áreas.