Notícias e Imprensa

Projeto Terra CTT


2010-05-05
CTT Apresentam Projeto Terra. Correios preparam liberalização plena.

Os CTT revelam hoje o seu novo posicionamento face ao mercado e à sociedade, num momento em que faltam sete meses para a liberalização plena do mercado postal. Enquanto empresa icónica no imaginário de todos os portugueses, os Correios de Portugal revelam uma nova atitude, preparam-se para a liberalização e fazem-no de mãos dadas com o ambiente. Mais do que qualquer outro agente do mercado, a terra dos portugueses é também a terra dos CTT. Também por isso este reposicionamento, preparado durante os últimos 18 meses, foi designado de Projeto Terra.
 
O projeto Terra é parte de uma grande operação que tem vindo a ser preparada no seio dos Correios de Portugal e que visa preparar a empresa para a abertura da última parcela do mercado - a maior -  ainda reservada: a correspondência com menos de 50 gramas.
 
Esta operação, incluída no plano estratégico “ctt2012”, prevê a realização de investimentos de 13,4 milhões de euros em equipamentos de última geração, destinados a aumentar o grau de automatização das operações de tratamento de correspondência; a abertura de um novo Centro de Tratamento de Correio a Norte do Douro, antes do final deste ano, com um investimento de 10,1 milhões de euros; a introdução de novas formas de distribuição, nomeadamente de correio empresarial; a introdução de novos tarifários para o mercado empresarial; o investimento em novos sistemas de informação (38,5 milhões de euros); e, hoje lançado, o Projeto Terra: reposicionamento da marca e da oferta dos CTT.
 
O Projeto Terra abrange todos os cerca de 2000 locais de trabalho e balcões dos CTT, das empresas do Grupo, e todos os seus mais de 15 mil trabalhadores. Pretende reforçar os laços de envolvimento dos CTT com a comunidade, fidelizando os clientes, mobilizar o capital humano dos Correios para os novos desafios que se colocam e preservar o ambiente que é de todos.
 
O setor postal é, pela sua natureza, ambientalmente pouco impactante: a intensidade carbónica dos CTT é 1/6 da média nacional (consultar documentação em anexo, “Factos e Números”). Com o Projeto Terra queremos ir mais longe.
 
Correio Verde Ecológico
Introduz 15 novos formatos
 
Desde o início do projeto, os CTT tiveram a preocupação de que esta Revolução Verde fosse efetiva. Por isso, terá um efeito real no funcionamento e nos serviços dos Correios. Uma das faces mais visíveis atinge um dos produtos referenciais dos CTT: o correio verde, que desaparece como o conhecemos e é substituído por uma gama ecológica.
 
Em todas as 900 Estações de Correios dos CTT estão a partir deste mês disponíveis 15 novas embalagens e sobrescritos com impacto zero nas emissões de carbono. Este novo Correio Verde ecológico introduz novos materiais e uma nova atitude. O plástico-bolha é eliminado nas saquetas e substituído por um acolchoamento feito de resíduos de papel; os sobrescritos passam a ser produzidos em papel 100% reciclado, sem cloro e sem branqueadores óticos; as tintas, além de ecológicas, passam a ser usadas em menor quantidade. As embalagens passam a ser reutilizáveis até ao limite da sua resistência (muito superior às anteriores) e a sua reentrada no circuito postal, sem número limite de vezes, será facilitada pelos CTT. Assim, deixa de ser necessária a compra de novas embalagens de cada vez que se queira enviar uma encomenda. Basta adquirir uma etiqueta autocolante produzida para esse efeito. As embalagens reutilizáveis são também maiores, para encorajar o seu uso.
 
O transporte do correio verde ecológico terá impacto nulo em termos de alterações climáticas. As emissões de gases produtores de efeito de estufa associadas ao seu transporte e distribuição serão integralmente compensadas através de um projeto de reflorestação, com espécies autóctones, da área ardida na Tapada de Mafra, devidamente certificado pela e-Value/CarbonoZero.
 
Bicicletas elétricas dos CTT
em todo o País
 
Já em testes em várias cidades e com entrada em operação nas próximas semanas, os CTT vão iniciar a substituição de uma grande parte da sua frota de motociclos por bicicletas eletricamente assistidas. Previstas para já estão 300 bicicletas, cada uma das quais percorrerá 12 a 16 Km por dia e assistirá cada carteiro que as use na entrega de 700 a 1000 objetos postais/dia. 
 
Cada uma destas bicicletas permitirá reduzir em 90% a emissão de CO 2 face a um motociclo ou ciclomotor tradicional. Neste momento, estão identificados 700 a 800 percursos de carteiros com potencial de utilização de bicicletas, o equivalente a 10% de todos os percursos de distribuição diários dos correios.
 
A substituição de uma motorizada por uma bicicleta elétrica corresponde a uma redução nos custos de cerca de 1.300 euros por ano; a utilização da bicicleta em substituição de um giro apeado permite o aumento da velocidade de entrega do carteiro e a redução do seu esforço, resultando num ganho médio de uma hora diária.
 
Além das bicicletas, os CTT continuarão a inovar a sua frota automóvel, que é já neste momento uma das mais modernas (com uma idade média de 3.1 anos) e energicamente eficientes a nível nacional, estando prevista a futura utilização de carros elétricos, bem como de viaturas pesadas ecoeficientes.
 
Até ao final do ano abrirá a primeira Estação de Correio ecológica, em moldes que serão entretanto dados a conhecer.
 
O Projeto Terra chegará também ao correio publicitário e à correspondência não endereçada que todos os dias são colocados nas nossas caixas postais. Todas as empresas produtoras deste correio serão encorajadas pelos CTT e pela sua participada PostContacto a migrarem os seus suportes para papéis e tintas amigas do ambiente. Se o fizerem, poderão usar o símbolo de mérito ambiental dos Correios, com a frase “Mensagem Amiga do Ambiente”, e aceder a um tarifário especial.
 
Alinhado neste sentido está o reforço da divulgação do serviço Geocontacto, que permite aos produtores deste correio não endereçado restringirem a sua entrega apenas às zonas com o perfil socioeconómico do target por eles escolhido, minimizando o desperdício.
 
Os selos de correio serão a partir de hoje ecosselos, uma vez que é descontinuada a utilização de papéis sem certificação FSC, bem como de tintas e colas não amigas do ambiente, sem exceções. As próprias temáticas ambientais das emissões filatélicas dos CTT serão reforçadas. Só este ano serão emitidos selos dedicados ao Ano Internacional da Biodiversidade, Espécies Marinhas dos Açores, 50 anos do Jardim Botânico da Madeira e 50 Anos do Instituto Hidrográfico.
 
A utilização de papéis e tintas amigas do ambiente abrange igualmente os produtos meuselo e meupostal.
 
CTT reduzem emissões em 20%
e integram ambiente na avaliação de desempenho
 
O Projeto Terra irá naturalmente ter um impacto no ciclo operativo dos correios e na vida quotidiana de todos os seus trabalhadores. Embora os Correios sejam um setor pouco poluente (os CTT são responsáveis por menos de um milésimo do total das emissões de Gases de Efeito de Estufa em Portugal) pretendem dar o exemplo enquanto empresa ecologicamente sustentável.
 
Por isso, os CTT assumiram já compromissos internacionais para a redução das emissões de CO 2: 10% até 2012 (no âmbito da organização PostEurop) e 20% até 2020 (no âmbito do IPC – International Post Corporation). De acordo com uma avaliação recente do IPC, os CTT ocupam o quinto lugar mundial entre os operadores postais mais proficientes em termos de gestão carbónica.
 
Os Compromissos dos CTT são factuais: só este ano irão reduzir em 2% o consumo de combustíveis, de energia elétrica, de papel e das emissões de CO 2 de que são responsáveis direta e indiretamente.
 
Todos serão mobilizados. Por isso, o cumprimento dos objetivos de sustentabilidade ambiental, materializado em consumos de eletricidade, combustíveis e papel/toner e produção de resíduos, passará a valer entre 5 e 10% do scorecard a partir do qual é calculado o desempenho dos trabalhadores.
 
Estes objetivos – que até aqui estavam apenas presentes na avaliação do Conselho de Administração e de alguns diretores – são estendidos a todas as chefias, restantes trabalhadores, e incluirão carteiros e atendedores das Estações de Correios.
 
Para que os objetivos sejam atingidos e, se possível, ultrapassados, os CTT iniciaram já a certificação energética de cerca de metade do parque de edifícios próprios com mais de 1000 metros quadrados e certificaram já pelos referenciais ambientais as centrais de tratamento de correio do Norte (Gaia) e do Sul (Cabo Ruivo), da CTT Expresso (Loures) e da subsidiária Mailtec.
 
No mesmo sentido, todos os serviços administrativos de Lisboa serão concentrados num único edifício até final deste ano, gerando poupanças efetivas em deslocações e consumos energéticos.
 
Primeiro anúncio filmado
com carbono zero
 
A própria campanha de divulgação do Projeto Terra, a partir de hoje na rua, usa em exclusivo materiais amigos do ambiente. O filme publicitário é carbonicamente neutro, uma vez que evitou algumas emissões de CO2 e compensou as produzidase é, por isso, o primeiro do mundo a consegui-lo. Para que tal fosse possível, toda a lógica de produção foi adaptada: a energia elétrica foi produzida por 40 bicicletas movidas por 85 voluntários trabalhadores dos CTT, foi proibido o uso de transportes individuais a motor, toda a água consumida foi local, captada no Alqueva, onde os CTT promoveram a plantação de cem árvores como forma de compensar as deslocações da equipa de produção.
 
 

 

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