Compensação Carbónica do Correio Verde

O Correio Verde alia conveniência e ecologia: não é necessário selar nem pesar, apenas escolher o formato mais adequado e fazer o envio, que é neutro em carbono.

Os CTT estão fortemente empenhados em reduzir a sua pegada ambiental, recorrendo para o efeito a projetos de eficiência energética, renovação da frota e do parque imobiliário, expansão do uso de viaturas elétricas, auditorias/certificação ambiental, formação em eco-condução, etc. No período 2008-2016 fomos o operador postal a nível mundial que mais reduziu as emissões carbónicas, com -76%.

Para as emissões produzidas ao longo da cadeia de valor que não é possível evitar, no caso do Correio Verde são as mesmas integralmente compensadas através do apoio a projetos com benefícios, quer ambientais (combate às alterações climáticas e da conservação da biodiversidade), quer sociais (apoio à geração de emprego e à melhoria da qualidade de vida das comunidades locais).

O objetivo da compensação carbónica é a prestação de um serviço de valor acrescentado associado a todos os envios de Correio Verde, disponibilizado gratuitamente aos seus Clientes, que permite melhorar o seu desempenho ambiental através da neutralização dos impactes negativos das emissões de CO2 resultantes do processamento, transporte e distribuição desses objetos postais.

os CTT têm financiado 3 projetos de compensação carbónica relativos ao Correio Verde, dois destes selecionados pelo público num processo inovador, em Portugal, de consulta aberta a toda a população, através da página de Facebook “Esfera CTT”. Desta forma, os CTT devolvem à comunidade uma parte da confiança que lhes foi depositada, alargando o âmbito da sua política ambiental, que apoia já outros projetos de entidades públicas e de organizações como a Quercus, Biodiversity4All, Lisboa E-Nova (Câmara Municipal de Lisboa), Jardim Zoológico de Lisboa ou Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta.

Em Portugal os CTT financiam o projeto , “Conservação de Turfeiras”,  que apoia a recuperação das turfeiras da Serra da Freita, em Vale de Cambra, habitats dominados por musgos e plantas vasculares, em solos que têm sido especialmente afetados pelas alterações climáticas, ocupando já uma área muito reduzida do país. É a própria biodiversidade do território nacional que está a ser defendida, também, por este projeto.

Os outros dois projetos são internacionais. O primeiro deles em Moçambique, e, à semelhança do projeto nacional, foi também escolhido por votação. Promover a reflorestação dos Parques Nacionais da Gorongosa e Marromeu, na província central de Sofala, de modo a recuperar uma parte dos estragos que anos de guerra civil provocaram no ambiente e na economia local. O segundo projeto internacional é complementar do anterior, e apoia a produção sustentável de cerâmica numa fábrica situada no Município de Itabaiana, no estado Sergipe, no Brasil, através da utilização de biomassa renovável como combustível para a produção de energia térmica.