CTT financiam Projetos Ambientais em 2018

10 de maio, 2018

A conservação de turfeiras e a criação de bosques em Portugal, a utilização de biomassa renovável no Brasil e a distribuição de fornos eficientes na Eritreia são os quatro projetos que estão a votação pelos portugueses para apoio pelos CTT. Este financiamento faz parte do projeto de compensação carbónica dos CTT e permitirá reduzir a pegada ecológica dos seus produtos de Correio Verde.

A votação decorre até ao dia 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, no site dos CTT através do link http://www.ctt.pt/ctt-e-investidores/sustentabilidade/projetos-e-iniciativas/compensacao-carbonica-correio-verde/. As emissões produzidas ao longo da cadeia de valor do Correio Verde, que não são possíveis evitar, são integralmente compensadas através do apoio a projetos com benefícios ambientais e sociais.

O Correio Verde alia conveniência e ecologia pois não é necessário selar nem pesar, é só escolher o formato mais adequado e fazer o envio, que é neutro em carbono e sem custos adicionais para os Clientes. Os CTT estão fortemente empenhados em reduzir a sua pegada ambiental, recorrendo para o efeito a projetos de eficiência energética, utilização de eletricidade 100% renovável, renovação da frota e parque imobiliário, expansão do uso de viaturas elétricas, auditorias e certificação ambiental, formação em eco-condução, entre outras.

O montante envolvido neste apoio ascende a cerca de 8 mil euros e será atribuído num período de dois anos aos dois projetos mais votados, um português e um internacional. Deste modo os CTT devolvem à comunidade uma parte da confiança que lhes foi depositada, alargando o âmbito da sua política ambiental, que apoia já vários projetos de entidades públicas e organizações.

 O primeiro dos projetos nacionais propostos denomina-se “Conservação de turfeiras”. As turfeiras são habitats dominados por musgos e algumas plantas vasculares, em solos onde existe água em abundância. No nosso país, ocupam uma área muito reduzida nas serras de maior altitude do Norte e Centro de Portugal e prevê-se que sejam fortemente afetadas pelas alterações climáticas. Este projeto pretende levar a cabo um programa de restauro e incremento da sua área de ocupação, de forma a aumentar a sua resiliência a um clima em mudança, maximizando os serviços que estes habitats prestam.

O segundo dos projetos, “Criar Bosques”, também nacional, visa criar e cuidar de bosques de espécies autóctones, árvores e arbustos originais da flora portuguesa. Através da colaboração com várias entidades e voluntários, são colhidas sementes para produzir plantas, plantam-se árvores e arbustos, cuidam-se de bosques e recupera-se a floresta portuguesa. Este projeto promove a restauração de diversos habitats e a recuperação de flora e fauna ameaçadas, com vista à valorização das nossas espécies e à recuperação da biodiversidade.

Os CTT propõem também dois projetos internacionais. O primeiro deles é brasileiro e chama-se “Utilização de Biomassa Renovável”, um projeto que se desenvolve numa fábrica de cerâmica, situada no Município de Paudalho, no Estado do Pernambuco, no nordeste brasileiro, onde são produzidos tijolos e lajes para serem comercializados no mercado regional. O projeto permite evitar o uso de madeira do bioma local Caatinga, um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo. A utilização de biomassa renovável nos fornos tem contribuído para reduzir a intensa desflorestação que se regista na região e o impacte negativo na Caatinga e tem permitido o investimento em iniciativas sociais, como a oferta de alimentos básicos, cursos de formação e equipamentos desportivos para a comunidade.

O segundo deles acontece na Eritreia, um pequeno país no leste de África, e consiste na produção e distribuição gratuita de fornos com consumos reduzidos, construídos com materiais locais e com o apoio da comunidade local. Já foram desenvolvidos mais de 43 mil fornos, o que corresponde a mais de um quarto de milhão de pessoas impactadas. Estes fornos permitem reduzir cerca de 60 a 70% das necessidades de lenha, o que promove a proteção da floresta e a manutenção da sua capacidade de sequestro de carbono, a qualidade do ar interior nas habitações, assim como a emissão de menores quantidades de CO2 devido à redução do material combustível utilizado (lenha).

No período 2008-2017 os CTT foram o operador postal a nível mundial que mais reduziu as emissões carbónicas, -76%.Os CTT foram uma das duas empresas do setor de Correios e Expresso que alcançaram em 2017 o nível de Leadership A, o mais elevado do CDP - Carbon Disclosure Project 2017, o principal rating bolsista de sustentabilidade energética e carbónica a nível mundial. Os CTT são ainda a única empresa do setor que viu as suas metas de redução carbónica, absoluta e específica, aprovadas pela SBTi Science Based Target Initiative, uma iniciativa pioneira das Nações Unidas e outros parceiros, que visa a fixação de metas carbónicas por forma a manter o aumento das temperaturas abaixo do limiar dos 2 graus celsius.