CTT apresentam selos sobre os 600 anos da Crónica de 1419

28 de outubro, 2019

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Os CTT apresentam, esta segunda-feira, dia 28 de outubro, uma emissão filatélica que celebra os 600 anos da crónica de 1419, com dois selos representativos do manuscrito 886, da Biblioteca Pública Municipal do Porto.

A primeira vez que se escreveu uma crónica especificamente dedicada a Portugal foi precisamente no dia 1 de julho de 1419. Nos finais do século XIV, a oposição de alguns setores do reino a uma possível união com Castela originou um processo político de tipo revolucionário levando D: João ao trono, inaugurando-se desta forma a dinastia de Avis que reinou durante os séculos XV e XVI, considerada uma das épocas mais notáveis da história portuguesa.

Após esse período de revolução, os vencedores decidiram, como era habitual, reescrever a história. Foi D. Duarte que encomendou a Crónica de 1419, da autoria de Fernão Lopes. “A matéria da Crónica de 1419 abrange um lapso temporal de pouco mais de 250 anos, desde a época do Conde D. Henrique (final do século XI) até ao reinado de D. Afonso IV (r. 1325-1357). Mais do que uma crónica dos feitos dos reis de Portugal, trata-se de uma crónica de feitos notáveis acontecidos em Portugal, fossem ou

não da responsabilidade direta dos monarcas. Como era então habitual, o cronista socorreu-se de numerosas fontes narrativas: crónicas, relatos avulsos, poemas celebrativos de determinados eventos”, conforme nos afirma Filipe Alves Moreira, Investigador Doutorado pela Universidade do Porto.

Não se fizeram cópias luxuosas desta crónica, embora tenha sido copiada algumas vezes ao longo do tempo e tenha servido de fonte principal de várias crónicas posteriores. Para Filipe Alves Moreira, “sem esta crónica, outra teria sido a nossa mitologia enquanto povo”.

Esta emissão é composta por dois selos com o valor facial de 0,53€ e 0,91€ e uma tiragem de 100 000 exemplares cada. O design dos selos esteve a cargo de Eduardo Aires e os selos têm um formato 80X30,6mm.

As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos Restauradores em Lisboa, Munícipio II no Porto, Zarco no Funchal e Antero de Quental em Ponta Delgada.