Borboletas de Portugal em Selos dos CTT

20 de outubro, 2017

Saturnina pyri, Deilephila porcellus e Atlantarctia tigrina são os nomes próprios das três borboletas que os CTT, a partir de hoje, representam numa emissão de selos, sob a forma de etiquetas autocolantes. Estas espécies foram escolhidas por pertencerem à fauna portuguesa, ainda que a grupos taxonómicos diferentes, e todas elas são “traças”, ao contrário do que comumente se pensa.

 A Sotumio pyri é uma espécie de traça da família Sotumidoe. A sua distribuição ocorre no norte de África e ao longo do sul da Europa, até ao oeste asiático. Vive em encostas quentes arbustivas ou arbóreas, com áreas abertas, desde o nível do mar até cerca de 2000 metros de altitude. Parques, pomares e vinhas com árvores de sombra são zonas privilegiadas. Esta espécie passa o inverno, geralmente mais do que um, no casulo e, dependendo da latitude e altitude, os adultos encontram-se entre março e junho. A lagarta é polífaga, alimentando-se de árvores e arbustos de folha decídua, especialmente da família Rosoceoe, tais como nogueiras, pereiras, macieiras, etc.

A espécie Deilephilo porcellus pertence à família Sphingidoe, sendo as traças deste grupo comumente denominadas de esfinges ou esfingídeos. Esta espécie distribui-se do noroeste de África através de grande parte da Europa até à China. Os seus habitats são geralmente prados e pastagens pobres em nutrientes, beiras da estrada e zonas pantanosas pouco húmidas. Esta espécie faz geralmente um ciclo de vida por ano, raramente dois. Passa o inverno em forma de pupa, sendo encontradas lagartas de junho a setembro. Os adultos geralmente emergem entre maio e julho. A lagarta alimenta-se sobretudo de plantas do género Golium

A Atlantarctia tigrino é uma traça da família Erebidoe, que pode ser encontrada no norte da Península Ibérica, sul de França e noroeste de Itália em habitats geralmente rochosos, entre o nível do mar até aos 1600 metros de altitude. É uma espécie univoltina, ou seja, faz apenas um ciclo de vida a cada ano. Passam o inverno na forma de lagarta, tornando-se maturas em março/abril, pupando debaixo de pedras. Os adultos podem ser observados a voar, durante a noite, de abril a julho. A sua larva é polífaga, e a sua alimentação incluí plantas dos géneros Syringo, Euphorbio e Genisto.

As ilustrações das etiquetas estiveram a cargo do ilustrador e pintor José Projecto. As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas CTT dos Restauradores em Lisboa e Município no Porto.

Esta emissão filatélica é então uma forma de divulgação internacional da natureza do nosso país, projetando com qualidade quer a fauna quer a ilustração que se fazem em Portugal, a que os CTT com muito gosto se associam.