Árvores do Mediterrâneo em selos dos CTT

10 de julho, 2017

Os CTT lançam hoje, 10 de Julho, uma emissão filatélica dedicada às Árvores do Mediterrâneo, dando destaque a espécies da flora portuguesa, desde a oliveira e o sobreiro, que são propositadamente cultivadas em território nacional, a espécies selvagens como o medronheiro ou, num registo mais discreto, a árvores como o catapereiro.

Portugal tem um clima temperado mediterrânico com verões quentes e secos e invernos frescos e húmidos. Esta diversidade climática influencia a cobertura vegetal. A escassez de chuvas no verão e o clima não excessivamente frio ou seco favorece o crescimento de árvores de folhas pequenas e persistentes como o sobreiro (Quercus suber), representado em selo nesta emissão. Este carvalho consegue reconstruir a casca depois da extração de cortiça a cada nove anos, prática que mataria qualquer outra árvore. Pode crescer até aos vinte metros de altura e durar mais de 150 anos.

Também representada em selo nesta emissão, está outra árvore mediterrânica de distribuição mais limitada – o catapereiro ou cachipirro (Pyrus bourgaeana). É uma pereira-brava de pequeno porte, com peras quase esféricas de coloração esverdeada a amarelada que alimentam diversas aves e mamíferos durante o outono. Crescem normalmente nas orlas e clareiras de bosques como os montados.

Em áreas mais abertas dos montados e em bosques mistos encontra-se outra árvore tipicamente mediterrânica, o medronheiro (Arbutus unedo) ou ervedeiro. Possui um tronco escamoso e avermelhado, crescendo até aos cinco a dez metros de altura e podendo viver até aos duzentos anos. Os seus frutos, representados em selo, são aproveitados em muitas regiões portuguesas para a destilação da aguardente de medronho.

Mas de todas as árvores mediterrânicas, é a oliveira (Olea europaea) a mais conhecida, pela forma abundante como é cultivada e pela excelência dos azeites produzidos em muitas regiões portuguesas, incluindo diversas Denominações de Origem Protegida (DOP). Estas árvores podem ter uma longevidade até mais de dois mil anos.

O selo do sobreiro tem uma tiragem de 125 000 exemplares e um valor facial de 0,50€ cada; o selo do catapereiro tem o valor facial de 0,63€ e uma tiragem de 100 000 exemplares; o selo do medronheiro uma tiragem de 125 000 exemplares e um valor facial de 0,80€ e o selo da oliveira um valor facial de 0,85€ cada e uma tiragem, de 105 000 exemplares.

O design dos selos esteve a cargo de Nuno Farinha. As obliterações de primeiro dia serão feitas nas Lojas CTT dos Restauradores em Lisboa, Munícipio no Porto, Zarco no Funchal, Antero de Quental em Ponta Delgada, e Angra do Heroísmo.